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domingo, 20 de fevereiro de 2011

Até Quando?

15 anos e cerca de 133 dias depois do Professor Cavaco Silva ter concluído o seu terceiro mandato (segundo completo), como 1ºMinistro de Portugal, o balanço não poderia ser pior. Portugal teve governos socialistas durante 12 desses 15 anos, com António Guterres que abandonou o seu segundo mandato afirmando que o país se encontrava num “pântano” e, com José Sócrates o 1ºministro das muitas promessas incumpríveis, o 1ºministro com o maior défice das contas públicas de sempre, o 1ºMinistro com o passado e o presente mais dúbio.

O resultado desta “era” não poderia ser mais claro: 25% de jovens desempregados, contas públicas descontroladas (SNS, educação e segurança social com buracos orçamentais assustadores), uma dívida externa elevada com juros insuportáveis etc. E para quê? O crescimento económico é irrisório e o nível de vida continua a ser incomparavelmente baixo em relação aos parceiros europeus. Mas, mesmo assim, sejamos realistas, vivemos acima das nossas possibilidades. Outros problemas (e porventura os mais graves) que o socialismo nos deixa são alguns hábitos que só nos prejudicam, adquirimos o hábito de pensar que tudo é de “borla” e de que tudo nos é devido e o hábito de depender do Estado indefinidamente. Tudo se resume a uma famosa frase da ex-1ª Ministra Britânica Margaret Thatcher: “o socialismo dura até se acabar o dinheiro dos outros. A “torneira” fechou, e agora?

Agora, o governo corta nos salários, aumenta os impostos, corta nas bolsas, alarga as taxas moderadoras, corta nos apoios sociais, aplica reformas curriculares atirando mais professores no Desemprego… (Afinal quem tem a tão temida “agenda neo-liberal”? Afinal quem destrói o tão defendido Estado Social?). Aplicando estes cortes à população portuguesa, qual o exemplo que o governo e o PS nos dão? Renovam a frota de automóveis, adquirem blindados para uma cimeira que só chegam depois, recusam reduzir o nº de deputados, entre outros exemplos.

Reduzir o nº de deputados ou acabar com os Governos Civis é uma “chatice”, já que são menos uns “tachos” para os “boys socialistas”, que acusam de ser mais uma tirada de demagogia e populismo. Sim, porque todos conhecemos todos os deputados que supostamente nos representam (!?), sim porque todos eles conhecem a realidade dos distritos que representam (!?) (ora veja-se o caso do líder parlamentar socialista, eleito pelo nosso distrito e oriundo do distrito do Porto. Quantas vezes intercedeu pelo distrito? Quantas vezes visitou o distrito sem ser em campanha?). Todos eles intervêm sistematicamente no plenário(!?)… CLARO QUE NÃO!!!

As trapalhadas e as medidas ridículas sucedem-se:

. Milhares de pessoas foram impedidas de exercer o direito de voto, por falta de competência do Ministério da Administração Interna, e ainda em relação às eleições segundo o Ministério existem quase 10milhões de eleitores inscritos, por outro lado segundo o Tribunal Constitucional existem pouco mais de 9milhões de eleitores, a que se deve esta clara diferença?

.Agora, os recém-nascidos são obrigados a ter Número de contribuinte, esta medida define claramente o futuro da nova geração: PAGAR… PAGAR… PAGAR…

.Os idosos são obrigados a efectuarem a declaração de IRS pela Internet, ora temos um país super moderno, qualquer dia até os sem-abrigo vão ter direito a um Magalhães, talvez ponham os professores que ficarão desempregados a dar aulas de informática, talvez…

E enquanto isto, uma vereadora da Câmara Municipal de Lisboa tem um assessor sem formação superior que aufere um salário de quase 4000€ mensais, e que recusa devolver à Segurança Social 41000€ auferidos indevidamente para criar o seu próprio posto de trabalho, quando já “trabalhava” na Câmara de Lisboa.

Até quando continuarão impunes?

Até quando o país viverá mergulhado na fantasia, enquanto a realidade é bem dura?

Até quando?

Cumprimentos,

O Secretário-geral da CPS da JSD de Fornos de Algodres

André Braga